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13 outubro 2009

Resultado do IV Concurso Nacional de Cervejas Artesanais


Neste último final de semana, mais precisamente nos dias 10 (sábado) e 11 (domingo) de outubro, foi realizado na cidade do Rio de Janeiro o IV Concurso Nacional de Cervejas Artesanais. Neste ano foram selecionadas quatro categorias que seriam julgadas segundo normas no BJCP, sendo elas: Traditional Bock (5B), American Brown Ale (10C), Witbier (16A), além da quarta que abrangia estilos variados, a categoria Estilo Livre.

Foram efetivamente 100 cervejas concorrendo de 85 cervejeiros caseiros de todo o Brasil e até mesmo alguns de outros países. A distribuição das cervejas por categoria ocorreu da seguinte forma:
  • American Brown Ale: 32
  • Estilo Livre: 27
  • Traditional Bock: 19
  • Witbier: 22
Neste ano eu tive a honra de ser convidado para participar do evento como membro da equipe de jurados e somente posso agradecer a toda a turma da Acerva Carioca (organização do evento), principalmete o Mauro Nogueira e a Tatiana, pela oportunidade. Por sinal a lista de jurados era bem extensa e contava com profissionais de todos os setores ligados ao mundo da cerveja: mestres cervejeiros, beer someliers, proprietários de microcervejarias, cervejeiros caseiros, jornalistas, cervejólogos, blogueiros e entusiastas da cerveja. Eu participei julgando as categorias definidas (Bock, Brown Ale e Wit). Estas foram julgadas no prédio do Centro Cultural Carioca. No Sábado foi realizada uma triagem das cervejas. Eu participei julgando as cervejas do Estilo American Brown Ale. No Domingo foi realizada a grande finalíssima. Como todos os jurados foram trocados de categoria, na final fiquei com as Witbiers. O Julgamento da categoria Estilo Livre ocorreu no Lapa Café somente no Sábado com uma equipe diferente de jurados.

Momentos de descontração antes do início do evento. Da esquerda para direita: Eduardo Passarelli (Edu Recomenda), Kátia Jorge (antiga mestre cervejeira da Devassa e atual da Gattopardo), Marco Falcone (Falke Bier), Leo Oliveira (BeerTaste - de boné preto), Afonso Landini (A Turma - Cerveja Artesanal), Rodrigo Campos (eu mesmo! Do Para Que VoCerveja!) e Paulo Feijão (Obiercevando).

Palestra inicial de Paulo Schiaveto sobre os três estilos que seriam julgados no Centro de Cultura Carioca.

Equipe de jurados trabalhando concentados.

Mais imagens do julgamento. Na fotos temos Paulo Schiaveto, Ronaldo Morado (Larousse da Cerveja), Ricardo (Cerveja Buller de Buenos Aires), Marcelo Carneiro (Cervejaria Colorado), Fabiana Arreguy (Programa Pão e Cerveja Rádio CBN), Alexandre Bamberg (Cervejaria Bamberg), Marcelo Moss (um dos criadores da Baden Baden) e o pessoal da Cooperativa Agraria (Alexander e Wilmar).

No primeiro plano, Ricardo Sangion (Brejas) e Luiz Flávio (Frei Tuck Slow Beer).

Leonardo Ferrari (mestre cervejeiro da Antares da Argentina), José Felipe (Wäls) e Ronaldo Falcone (Falke Bier).

Evandro Zanini (mestre cervejeiro) e Ubiratan Sennes (Revista Beer Life).

Mais imagens do julgamento.


As cervejas avaliadas.

O resultado foi divulgado em uma grande festa com 1000 pessoas na Quadra da Escola de Samba Estácio de Sá. Colocarei fotos da festa em outro post. Os vencedores em todas as categorias são os seguintes:

Traditional Bock
Colocação Nome da Cerveja Autor Cidade Estado Código
1 Profana Volúpia Cristiam Nazareno Oliveira Rocha Juiz de Fora MG 73821
2 Bock 68 Eduardo Manetta São Paulo SP 53466
3 Tonera Bock Raphael Calage Tonera Florianópolis SC 53719
4 Leonardo Botto Leonardo Botto Rio de Janeiro RJ 03676
5 Duvessa Bock Luciano Filippetto / Nicolai Polleto Porto Alegre RS 63372
6 Desbockada João Veiga Rio de Janeiro RJ 33373






American Brown Ale
Colocação Nome da Cerveja Autor Cidade Estado Código
1 Brunette Carlos Câmara Rio de Janeiro RJ 23733
2 Brown Ale de Rafael Oliveira Rafael Augusto do Carmo Oliveira Rio de Janeiro RJ 83674
3 Cacellos Brown Ale Carlo Marcello de Oliveira Siqueira Rio de Janeiro RJ 03683
4 Morena Lúcifer Rafael Patricio Mob Bier Coronel Fabriciano MG 14218
5 Vinil James Brown Ale Sex Machine Daniel Martins Pinheiro Belo Horizonte MG 83732
6 Jambreiro Bâdil Humberto Ribeiro Mendes Neto Nova Lima MG 83808






Witbier
Colocação Nome da Cerveja Autor Cidade Estado Código
1 HoeGlück José Augusto Silveira Junior Belo Horizonte MG 43650
2 Catopê Reynaldo Araujo Bastos Junior Montes Claros MG 53704
3 Mata Branca Luiz Antonio Cravo da Costa Salvador BA 73596
4 Wit Linx Luis Antonio Teixeira Ribeirão Preto SP 13446
5 Tonera WitBier Raphael Calage Tonera Florianópolis SC 83514
6 Dry Mexerica Diego Pinheiro Aun Belo Horizonte MG 03470






Estilo Livre

ColocaçãoNome da CervejaAutorCidadeEstadoCódigo
1Oicle - StoutElcio Martins
FlorianópolisSC73485
2Bitter PeaceMaurício Pires Augusto
Rio de JaneiroRJ
14202
3Vinil Rock Baba O'RileyDaniel Martins Pinheiro
Belo Horizonte
MG
53628
4DubbelReynaldo Araujo Bastos Junior
Montes Claros
MG53705
5KiaryRobson Sierra Sells
São Bernardo do Campo
SP
03406
6Rio São Franscisco Imperial StoutSamuel Crhistophe Cavalcanti CabralCuritiba
PR
43866

Observação: a pontuação da categoria Estilo Livre ainda está sendo revisada.
Fonte: www.acervacarioca.com.br

Gostaria de parabenizar todos os responsáveis pela organização do evento e também todos os cervejeiros que fizeram e enviaram suas cervejas, as principais estrelas do evento. Tudo foi muito bom e só posso dizer a todos que ainda não conhecem os eventos das Acervas que não deixem de ir aos próximos. Vocês não sabem o que estão perdendo!

28 junho 2009

Resumo da Brasil Brau 2009


Estive um pouco afastado do blog durante esta última semana. Acredito que este é o maior período que fiquei sem postar nada novo. Pelo menos o motivo para que isso tenha ocorrido é muito justo: a minha visita à Brasil Brau. Entre os dias 23 e 25 de junho eu estive em São Paulo para conhecer a maior feira de tecnologia cervejeira da América Latina. Junto com a Brasil Brau ocorria um evento paralelo, o Degusta Beer. Esta parte do evento funcionava com a degustação de várias cervejas artesanais brasileiras e também as cervejas produzidas pelos cervejeiros caseiros das Acervas Carioca, Paulista, Mineira, Catarinense e Gaúcha. Foi uma oportunidade única para reencontrar e também conhecer diversas pessoas ligadas ao mundo da cerveja no Brasil. Também pude degustar muitas cervejas que ainda não conhecia e que dificilmente são encontradas fora de suas regiões como as gaúchas Coruja, Abadessa e Barley, pude matar as saudades de outras que não tomada há algum tempo, como as catarinenses Das Bier, Bierland e Schornstein, tive acesso a muitas novidades que chegarão logo ao mercado brasileiro como a Colorado Vintage Black Rapadura, a Schornstein Imperial Stout, a Falke Bier Weiss, a nova Bamberg Alt, a Fraga Weiss da nova micro cervejaria do Sérgio Fraga que começou como homebrewing e muito mais.

Trouxe muito material na bagagem. São tantas fotografias e tanta informação que é impossível colocar tudo somente em um post. Vou tentar passar um pouco do que foi a Brasil Brau através de algumas imagens e depois vou tentar abordar cada cervejaria, cada cerveja e os destaques em posts futuros.

Stand da microcervejaria gaúcha Coruja que servia suas Coruja Extra Viva e a nova Coruja Weiss.

Stand da também gaúcha Abadessa que servia suas Abadessa Export e a Slava Pilsen.
O mestre cervejeiro Herbert Schumacher está servindo uma cerveja.

Stand da Barley, mais uma gaúcha, que servia o chope Barley Pilsen Cristal e o Âmbar.

A mineira Falke Bier do meu amigo Marco Falcone que tinha os chopes Ouro Preto e Estrada Real já bem conhecidos em BH além do chope Monasterium, que eu ainda não conhecia, e a nova Falke Weiss, uma cerveja de trigo muito boa.

Stand da Eisenbahn, catarinense de Blumenau com distribuição por todo o país.

A catarinense Bierland de Blumenau com os sócio proprietário Eduardo Krueger e o mestre cervejeiro Ilceu Dimer.
Nunca esqueço como fui bem recebido pelo mestre Ilceu na minha visita à Bierland em 2008.
Eles serviam os chopes Pilsen (este acabou rápido), além do Weizen e do delicioso Bock.

Stand da catarinense Das Bier de Gaspar.
Na foto comigo o proprietário Emerson Bernardes, gente finíssima que também sempre nos recebe muito bem.
Ele servia os chopes Pilsen, Weizen e o delicioso Braunes Ales, um Brown Ale que foi um dos meus preferidos na Oktoberfest 2008 de Blumenau.

Stand da catarinense Schornstein de Pomerode.
Na foto o mestre cervejeiro Cláudio Zastrow e o home brewer Raphael Tonera da Acerva catarinense, responsável pela receita da nova Schornstein Imperial Stout.

Stand da Colorado de Ribeirão Preto.
A Colorado levou as suas Índica e Demoiselle em versões chope, além da nova Vintage Black Rapadura.

Sérgio Fraga servindo a sua Fraga Weiss.
A Fraga é a nova microcervejeria que surge no Brasil.

A carioca Gattopardo que servia seus chopes Brown Ale e Strong Bossa..

Stand da Acerva Carioca.

Cervejas disponíveis para degustação no Stand da Acerva Carioca.
Cada dia tinha uma lista diferente.
Nestas listas também existiam cervejas da Acerva Catarinense, que dividia o espaço com os cariocas, além das cervejas das home brewing iniciantes da Fem Ale Carioca. Estas meninas deram um show de criatividade, qualidade e alegria.

Leonardo Botto da Acerva Carioca.
Ele faz ótimas cervejas e é muito acessível, gente finíssima assim como a sua esposa a Fem Ale Tatiana.
Nesta foto o Botto está servindo uma de suas criações, uma IPA, com o auxílio do inusitado filtro de lúpulo feito por ele mesmo.

Mais uma amostra do que era possível encontrar com o pessoal da Acerva Carioca.

Pessoal da Acerva Catarinense.
Marco Zimmermann que faz as cervejas Opus e o Max que faz as Traíras.

Stand da Acerva Mineira.
No primeiro plano temos o Henrique Oliveira, presidente da Acerva Mineira e lá atrás abaixado temos o João Becker que faz as cervejas Rugbeer.

Stand da Acerva Paulista.
Podemos ver o Carlos Magno no centro da foto servindo as suas artesanais Magnus.

Stand da Acerva Gaúcha.
Na foto comigo degustando a ESB levada por eles o Leonardo Sewald da acerva e o sócio da cervejaria Coruja Micael Eckert.

Algumas pessoas que conhecemos na feira. O Homebrewer da cerveja Celta Luís Antonio Teixeira, eu, Marcelo Vesoloski e a Gabi, ambos do Empório Biergarten de Ribeirão Preto.

Maurício Beltramelli e Daniel Calichio do site Brejas.

Marcelo Vesoloski (Empório Biergarten), Marcelo e Gustavo (conselho de segunda do Biergarten), Luís Teixeira, Andrea Sacco (Bar do Italiano de Campinas), o animadíssimo Paulão (conselho de segunda do Biergarten), Maurício Beltramelli (Brejas). Eu estou agachado no meio. Infelizmente não sei o nome do último no canto direito.

Stand dos platadores de lúpulo dos Estados Unidos, o USA Hops.
Eles aprotaram uma das melhores surpresas de todo o evento.
Trouxeram várias cervejas americanas que usam lúpulos plantados por eles.
Vou descrever tudo mais tarde.

18 dezembro 2008

Degustando Cervejas - Um guia prático.


Para aproveitar tudo o que uma boa cerveja tem a oferecer não é preciso ser nenhum especialista, mestre-cervejeiro ou mesmo possuir talentos exclusivos e especiais. Tudo o que precisamos é ter interesse em cerveja, atenção e muita vontade para "caçar" aromas e sabores diversos. Conhecer um pouco sobre os estilos de cerveja ajuda a saber o que esperar de cada uma antes mesmo de serví-la no copo. Em todas as cervejas é esperado sentir a presença de malte e lúpulo. Nas Pilsens tradicionais Tchecas, que são cervejas Lager (leia-se "laguer"), ou de baixa fermentação, podemos esperar o adocicado do malte, que também traz notas de biscoito, pão ou grãos, a boa presença de lúpulo aromático, com um bom amargor também proveniente deste. Nas cervejas Ale (leia-se "eiou"), ou de alta fermentação, além de malte e lúpulo, pode-se esperar a presença de aromas e sabores que lembram frutas em consequência da liberação de substâncias químicas durante a reação de fermentação. Nas cervejas de trigo, ou Weissbier, devemos esperar a presença de banana e cravo, além de leve toque cítrico e muita refrescância. Nas Stouts temos a presença de torrado e café expresso, podendo ter também chocolate.

Uma cerveja pode até mesmo não possuir uma grande variedade de aromas e sabores e mesmo assim ser boa. O mais importante é que ela seja bem balaceada, onde nenhum aroma ou sabor fique em desarmonia com o restante do conjunto. Em cervejas menos complexas, geralmente esperamos pelo menos uma boa combinação entre o doce do malte e o amargor do lúpulo. Nas mais complexas, além disso, podemos nos deliciar a cada gole que revela um novo sabor ou aroma diferente.

Particularmente, prefiro as cervejas mais complexas, mas nem sempre foi assim. Já joguei uma boa cerveja na pia quando estava iniciando a degustar, simplesmente porque ainda não estava preparado para algo tão diferente do que era cerveja para mim antes. Com o tempo, o paladar pode ser desenvolvido. Aquela cerveja que antes agredia pode passar a ser prazerosa. Sugiro tentar iniciar provando cervejas mais leves e desenvolvendo o paladar por etapas. Para quem está começando pode ser mais difícil, mas, a partir do momento que vamos pegando o jeito, degustar cervejas vai ficando cada vez mais divertido e prazeroso.

Condições gerais para degustação: O primeiro passo é escolher as cervejas a serem degustadas. Com a variedade tão grande de cervejas disponíveis, dá até nó na cabeça. Escolha um local com boa iluminação, de preferênia natural, o que ajuda na avaliação da cor da cerveja. Evite locais com pessoas fumando e perfumes fortes que podem atrapalhar a avaliação da cerveja. Cada estilo de cerveja tem um tipo de copo adequado para ser degustada. Entretanto, se o objetivo é comparar cervejas, deve-se usar o mesmo tipo de copo para todas.

Temperatura da cerveja: Cada estilo de cerveja possui uma temperatura ideal para degustação. Neste ponto, o gosto pessoal possui influência na forma como servimos a nossa cerveja. O importante é lembrar que temperaturas muito baixas, perto de 0°C, anestesiam as papilas gustativas da língua e dificultam a percepção dos sabores. Quanto mais próximo da temperatura natural do ambiente estiver uma cerveja, mais ela revelará seu caráter. De forma geral, as cervejas mais leves, como uma Pilsen ou uma Kolsh, devem ser degustadas entre 5 a 9°C e as cervejas mais encorpadas, como uma Barley Wine ou uma Trapista autêntica podem ser degustadas em até 15°C. Todos os estilos sem encaixam em alguma temperatura dentro desta faixa.

Ordem das cervejas: Começe sempre pelas cervejas mais leves e deixe aquelas com maior complexidade, mais caráter e maior teor alcoólico para o final. Quando começamos uma degustação pela cerveja mais "forte", ao provar as mais leves, podemos ter os sentidos alterados e não conseguir mais sentí-las por completo.

Limpar o paladar: Entre cervejas é recomendada a ingestão de alimentos que limpem o paladar. Geralmente podemos utilizar um pão simples (sem sal ou açúcar, nem manteiga, ou qualquer tempero que atrapalhe a percepção da cerveja) e água sem gás.

Quantidade de cervejas: A degustação de cervejas exige que o degustador engula a cerveja. Sendo uma bebida alcoólica, a sua ingestação inexoravelmente provocará um efeito inebriante dependente da quantidade ingerida. Depois de algumas cervejas, a percepção se torna menos precisa e atrapalha a degustação. Recomendo no máximo quatro cervejas se estiver bebendo sozinho. Ao dividir as cervejas com outras pessoas, a quantidade ingerida de cada cerveja será menor, podendo-se aumentar a quantidade de cervejas.

09 dezembro 2008

Garçon, traz a primeira!


Quando chegamos no bar já ficamos ansiosos pelo primeiro gole de cerveja. Aquela imagem de propaganda com a cerveja bem gelada servida no copo e o primeiro gole refrescante... Uma delícia! Pois é, esta é uma imagem que está fortemente inserida na mente da maioria dos bebedores de cerveja simplesmente pela forma como a imagem da cerveja foi trabalhada durante muitos anos: uma bebida refrescante com o papel de somente refrescar a sede.

Hoje, com a entrada de inúmeras cervejas importadas no mercado nacional, a fabricação de cervejas nacionais diferenciadas (principalmente artesanais ou de micro cervejarias) e o maior conhecimento por parte dos consumidores, podemos ver uma nova realidade começando a ser desenhada.
Agora podemos beber cervejas não somente para "matar a sede" ou se refrescar, mas podemos também degustar a cerveja. Melhor ainda é degustá-las utilizando todos os cinco sentidos. Experimente tentar e você começará a explorar um novo mundo cheio de possibilidades.


OS 5 SENTIDOS E A CERVEJA

Audição: Talvez o sentido menos usado. Podemos ouvir o "tssi" da carbonatação quando abrimos a cerveja. A ausência deste barulhinho pode sinalizar que a cerveja está descarbonatada (sem gás ou choca).

Visão: Analisar a cor da cerveja, a formação/duração de espuma, a consistência da espuma, se ela deixa marcas pelo copo.

Olfato: Devemos sentir o aroma desprendido. Para isso basta fazer movimentos circulares com o copo (aquele mesmo que o pessoal faz com os vinhos, não é frescura!). Na foto acima estou analisando o aroma de uma Duvel. Delícia!

Paladar: Neste momento poderemos sentir se o sabor da cerveja é parecido com o que sentimos no olfato. Devemos deixar a cerveja banhar todos os cantos da língua, pois assim será mais fácil identificar os sabores doce, amargo, azedo e salgado (azedo e salgado em cerveja? É isso mesmo, é possível em algumas delas). Há um erro que quase todo mundo comete: cerveja muito gelada. A temperatura muito baixa (0 a 2°C) anestesia as papilas gustativas da língua atrapalhando a degustação. Cada tipo de cerveja possui uma faixa de temperatura ideal para ser degustada.

Tato: Aqui podemos sentir se a cerveja tem muito ou pouco gás, se a sua consistência é mais aguada ou mais grossa e licorosa.

Esta é apenas uma pequena introdução ao assunto e é claro que quem ainda não teve experiâncias com degustações de cerveja não vai ler este texto e já começar sabendo tudo ou identificado cada aroma ou sabor presente nas cervejas. Quando comecei neste mundo cervejeiro, fui aprendendo na tentativa, lendo outros blogs e sites especilalizados no assunto e em pouco tempo eu já conseguia perceber muito em cada cerveja nova que eu provava.
Minha intenção é ajudar qualquer pessoa que estiver interessada em aprender e explorar este mundo, divulgando o verdadeiro potencial da cerveja. Sintam-se à vontade em perguntar e fazer comentários nos posts. Terei prazer em ajudá-los.
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