07 Novembro 2009

Visita à Cervejaria Baden Baden

Imagem em frente à cervejaria Baden Baden.

No final do mês de setembro tive a oportunidade de tirar merecidas férias. Já tinha ido à São Paulo diversas vezes mas nunca conhecera a cidade de Campos do Jordão, a 167 quilômetros da capital. A cidade é turística e atrai muita gente, principalmente casais, pelo seu clima frio e de romantismo. Outra grande atração para quem visita Campos do Jordão, principalmente para os apaixonados por boas cervejas, é a Baden Baden.

A cervejaria Baden Baden nasceu do sonho de quatro amigos que tinham uma paixão em comum, a cerveja, e queriam produzir cervejas especiais no Brasil. Aldo Bergamasco, Alberto Ferreira, Marcelo Moss e José Vasconcelos colocaram em prática este sonho e fundaram a cervejaria no ano de 1999. O nome da cervejaria foi inspirado no bar e restaurante de mesmo nome que fica no bairro mais famoso de Campos do Jordão, Capivari, e já faz sucesso desde 1985. Aliás Baden Baden também é o nome de uma estação de águas termais, que fica na cidade de Baden na Alemanha, e significa "banhos banhos". Um dos motivos para escolher a cidade de Campos do Jordão foi a fonte de água natural que existe nas montanhas do local. Até hoje esta água é utilizada para a fabricação das cervejas Baden Baden.

O primeiro chope lançado pela Baden Baden foi o Red Ale em abril do ano 2000. Em 2001 foi desenvolvida a cerveja Red Ale. Aliás considero esta uma grande ousadia dos sócios da Baden Baden, pois a cerveja Red Ale tem muita personalidade e um teor alcoólico mais alto, o que poderia assustar o consumidor brasileiro ainda pouco acostumado com cervejas diferentes. A aposta foi alta e deu certo. Até hoje a Red Ale é considerada por conhecedores uma das melhores cervejas da Baden Baden e durante um tempo já foi considerada a melhor cerveja feita no Brasil. Depois da Red Ale, ainda no ano de 2001 surgiram as cervejas Pilsen Cristal, Bock e Stout.

Quadro com histórico da Baden Baden.
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Quadro com histórico da Baden Baden.
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Em 2004 foram lançadas as cervejas Golden e as edições limitadas Celebration Verão, Celebration Inverno e Christmas Beer. Em 2005, em comemoração aos 5 anos da cervejaria, foi lançada a cervaja 1999. Em janeiro de 2007 a Baden Baden foi adquirida pelo Grupo Schincariol. Em julho de 2008 foi lançada a Baden Baden Weiss, uma autêntica cerveja de trigo alemã. No final do mesmo mês foi lançada a Baden Baden Tripel, uma cerveja com edição limitada, envasada em garrafas de cerâmica e que passou por três etapas de fermentação. Em outubro de 2008 aconteceu um dos momentos mais marcantes para a Baden Baden, quando sua Stout ganhou a medalha de ouro no European Beer Star na Alemhanha, sendo escolhida como a melhor Dry Stout do concurso.

Quadro com histórico da Baden Baden.
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Quadro com prêmios conquistados pelas cervejas da Baden Baden.
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Visitar a cervejaria Baden Baden já é um dos principais programas turísticos para quem vai a Campos do Jordão. O programa é obrigatório mesmo para aqueles que não são conhecedores de cervejas especiais. Por este motivo eles montaram uma boa estrutura para receber os turistas. A visitação é guiada e durante ela é possível conhecer a história da cervejaria, os ingredientes utilizados para a fabricação da cerveja, as instalações da cervejaria e ainda degustar dois chopes, o Pilsen Cristal e o Bock, dentro de uma sala preparada para receber os visitantes. A visita custam 10 Reais por pessoa e com certeza é um ótimo programa. Depois de tudo, antes de sair da cervejaria, você pode comprar diversos artigos e souvenirs da Baden Baden na lojinha da fábrica. Lá você encontra desde camisetas, copos e até mesmo as cervejas do portifólio da Baden Baden.

Antes de ir à cervejaria tenha o cuidado de marcar a sua visita através do site www.badenbaden.com.br.

A guia fala sobre o processo de fabricação das cervejas em frente à sala de cozimento da Baden Baden.

Tanques de fermentação e maturação.

Sala de degustação.

Mais uma imagem da sala de degustação que passou por uma reforma este ano.

A cervejaria Baden Baden já foi tema de outro post por aqui. Você pode ler o post e ver fotos de todas as cervejas da Baden Baden clicando aqui.

23 Outubro 2009

Voll-Damm


A cervejaria Damm nasceu no ano 1876 na cidade de Barcelona, na Espanha, a partir de uma parceria entre o cervejeiro August Kuentzmann Damm e seu primo também cervejeiro Joseph Damm. A família Damm é originária da Alsácia, região leste da França que faz fronteira com a Alemanha e a Suíça. Hoje a cervejaria é uma das mais populares na Espanha e alguns de seus produtos podem ser encontrados no Brasil. Entre eles temos a Estrella Damm (a mais popular da cervejaria e outrora chamada de Estrella Dorada), a Estrella Damm Inedit (parceria entre a cervejaria e o renomado chef de cozinha Ferran Adrià), a Bock Damm, a Estrella Damm Daura (uma cerveja sem glúten especialmente feita para celíacos), a AK Damm (homenagem ao fundador August Kuentzmann Damm) e a Voll-Damm Doble Malta.

Neste post vou descrever somente aquela que mais me encantou: a Voll-Damm Doble Malta. Esta cerveja foi criada no ano de 1953 e pode ser classificada como uma Oktoberfest/Märzen, mesmo estilo feito para a famosa festa alemã. Em alemão Voll significa cheio ou completo e seu nome combina bem com a cerveja, que tem um sabor mais pronunciado. A expressão Doble Malta descreve a maior proporção de maltes utilizados na receita desta cerveja.

A Voll-Damm já recebeu prêmios internacionais importantes. Em 2007 foi escolhida como a melhor Strong Lager pelo World Beer Award e em 2009 recebeu 3 estrelas (a mais alta pontuação) pelo iTQi (International Taste & Quality Institute) de Bruxelas.


Voll-Damm Doble Malta - Oktoberfest/Märzen, Lager, 7.2%ABV, garrafa 330ml.

Cor: Âmbar escura, límpida, brilhante.
Espuma: Boa formação e média/baixa duração, de cor branca, boa consistência, deixando marcas pelo copo.
Aroma: Malte, lúpulo, biscoito.
Paladar: Malte, caramelo, bom amargor final, de boa intensidade e duração, corpo médio/baixo, alta carbonatação.

Ótima Lager. Boa presença de malte, mas principalmente de lúpulo. Bem destacado no aroma e no sabor com um belo amargor final. Do jeito que eu gosto! Apesar de não ser muito complexa, o que não é próprio do estilo mesmo, a Voll-Damm foi uma grata surpresa para mim. Depois que começamos a conhecer um pouco mais cervejas diferenciadas ficamos mais adeptos de Ales mais complexas e encorpadas mas de vez em quando dá uma vontade de beber uma Lager gostosa. A Voll-Damm seria esta cerveja. Repetirei sempre que puder. Se tivesse um preço mais baixo (algo em torno de 5 Reais) poderia ser uma das cervejas de melhor custo benefício no país.

21 Outubro 2009

Importadora Casa da Cerveja tem novo espaço para degustação

Fachada do novo espaço da Casa da Cerveja.

A Casa da Cerveja é uma importadora especializada em cervejas especiais. As sócias Káthia Borges Crescenti e Letícia Borges começaram mesmo sem conhecer muito sobre cervejas mas estão no ramo há cinco anos e têm com certeza uma das melhores variedades de cervejas importadas. Hoje contam com aproximadamente 30 cervejas diferentes vindas principalmete des países com grande tradição em fabricação de cervejas especiais: Bélgica, Alemanha, Escócia e Inglaterra. A intenção é de ainda aumentar a variedade de cervejas importadas e trazer também produtos de outros países.

Entrada do espaço decorado com placas e quadros das cervejas importadas.

Somente vendo a lista de cervejas disponíveis é que temos uma idéia no cuidado que tiveram ao escolher os produtos. Entre as cervejas comercializadas pela Casa da Cerveja estão as belgas trapistas Chimay (Tripel, Rouge e Bleu), Orval, Rochefort (6, 8 e 10), Achel (Blond e Brune) e Westmalle (Dubbel e Tripel). Se parasse por aí já seria de ótimo tamanho, mas há ainda outras excelentes belgas na variedade, entre elas La Chouffe e Mc Chouffe, Waterloo Tripel e Dubbel, Palm, Blanche de Bruxeles, Tripel Karmeliet e Pauwel Kwak. Da Inglaterra tem a deliciosa Thomas Hardy's Ale e a Black Sheep Ale e da escócia tem a Traquair House Ale.

Além das cervejas ainda podemos encontrar os respectivos copos e taças que são itens obrigatórios para os amantes da boa bebida, principalmente colecionadores.

Espaço reservado para degustação.

Detalhe do balcão que tem um mostruário das cervejas.
Nas gavetas estão as cervejas não refrigeradas.

Taças e copos disponíveis para compra inseridos na decoração do espaço.

Ontem a Casa da Cerveja inaugurou um novo espaço para receber seus clientes que queiram degustar as cervejas in loco. Eu estive lá antes da inauguração e posso dizer que o espaço é de muito bom gosto e bem agradável, permitindo que a experiência de degustar uma boa cerveja seja ainda mais saborosa.

Casa da Cerveja
Rua Lisboa, 502 - Pinheiros
São Paulo - SP
(11) 2538 5136
www.casadacerveja.com.br

16 Outubro 2009

Fotos do Festival de Premiação do IV Concurso Nacional de Cerveja Artesanal

No dia 11 de outubro, último Domingo, logo depois de julgarmos as finais das categorias American Brown Ale, Traditional Bock e Witbier fomos direto para a quadra da escola de samba Estácio de Sá para prestigiar a festa de premiação dos vencedores e confraternização de todos os apaixonados pelas cervejas especiais. A festa foi grande e contou com aproximadamente 1000 pessoas. Foram servidos vários chopes diferentes tanto de microcervejarias (Colorado, Falke Bier, Backer, Wäls, Krug Bier, Gattopardo, Mistura Clássica) além das cervejas dos inúmeros cervejeiros caseiros e algumas garrafas das cervejas que estavam concorrendo e que sobraram das avaliações, totalizando mais de 3000 litros no total. Destes, 600 litros eram somente de cerveja feita em casa. Espetacular!

A seguir algumas fotos mostrando um pouco do que foi o evento e a cerimônia de premiação.

Não posso deixar de parabenizar os organizadores do concurso e a todos os cervejeiros caseiros que participaram com suas produções. A festa foi muito boa e com certeza será lembrada com muito carinho por todos que foram lá e puderam sentir o cenário atual da cerveja artesanal no Brasil.

Quadra da Estácio de Sá momentos antes de começar a festa.

Chopeiras perfiladas com as cervejas das Micro.
Eram mais de 40 torneiras de chope servindo sem parar.


Posts mix contendo as produções dos cervejeiros caseiros.
Neste caso temos as cervejas da Acerva Carioca.

Criatividade das FemAle e do pessoal da Acerva Carioca na divulgação das suas cervejas.

Foto com o pessoal da Acerva Catarinense.
Marco Zimmermann, Raphael Tonera, eu e Max Prujansky.

Max servindo a sua Abadia, que estava muito boa.
Enche o copo Max!

A festa cheia.

Ronaldo Morado autografando algumas de suas Larousse da Cerveja.

FemAle Luciane servindo a sua Lulúpulo, muito boa IPA!

Eu, Evandro Zanini (mestre cervejeiro) e José Felipe Carneiro (Wäls).

Carlo Marcello de Oliveira Siqueira do Rio de Janeiro recebendo o prêmio pela terceira colocação na categoria American Brown Ale com a sua Cacellos Brown Ale.

Rafael Augusto do Carmo Oliveira do Rio de Janeiro recebendo seus prêmios pelo segundo lugar na categoria American Brown Ale.

Leonardo Botto recebendo o prêmio de primeiro colocado na categori American Brown Ale no lugar do campeão Carlos Câmara do Rio de Janeiro que ganhou com a sua Brunette.

Raphael Tonera de Floripa recebendo seu prêmio pelo terceiro lugar na categoria Traditional Bock com a sua Tonera Bock.

Carlos Magno (Magnus Prime Beer) recebendo o prêmio pelo Eduardo Manetta de São Paulo, segundo colocado na categoria Traditional Bock com a sua Bock 68.

Cristiam Nazareno Oliveira Rocha de Juiz de Fora (MG) vencedor da categoria Traditional Bock com a sua Profana Volúpia.

Luiz Antonio Cravo da Costa de Salvador recebendo o prêmio pela terceira colocação no estilo Witbier com a sua Mata Branca.

Reynaldo Araujo Bastos Junior Montes Claros recebendo o prêmio pelo segundo lugar na categoria Witbier com a sua Catopê.

José Augusto Silveira Junior de Belo Horizonte recebendo o prêmio pela primeira colocação na categoria Witbier com a sua HoeGlück.

Daniel Martins Pinheiro de Belo Horizonte recebendo o prêmio pela terceira colocação no Estilo Livre pela sua Vinil Rock Baba O´Riley - ESB.

Maurício Pires Augusto do Rio de Janeiro recebendo o prêmio pela segunda colocação na categoria Estilo Livre pela sua Bitter Peace.

Max Prujansky, da Acerva Catarinense recebendo o prêmio de primeiro colocado na categoria Estilo Livre pelo seu amigo, Elcio Martins de Florianópolis, que venceu com uma Stout, a Oicle (Élcio ao contrário!).

Uma cerveja que eu esperava provar e consegui: a India Black Ale do Ricardo Rosa. Muito boa, lupuladíssima!

No final um dos momentos mais esperados. O Mauro Nogueira começou a servir a sua famosa Hop Wine. Olha quanta gente disputando um pouquino dela! É lógico que eu não perdi a oportunidade de degustar alguns copos. Cerveja muito equilibrada mesmo com seus 11,5% ABV e 150IBU.


13 Outubro 2009

Resultado do IV Concurso Nacional de Cervejas Artesanais


Neste último final de semana, mais precisamente nos dias 10 (sábado) e 11 (domingo) de outubro, foi realizado na cidade do Rio de Janeiro o IV Concurso Nacional de Cervejas Artesanais. Neste ano foram selecionadas quatro categorias que seriam julgadas segundo normas no BJCP, sendo elas: Traditional Bock (5B), American Brown Ale (10C), Witbier (16A), além da quarta que abrangia estilos variados, a categoria Estilo Livre.

Foram efetivamente 100 cervejas concorrendo de 85 cervejeiros caseiros de todo o Brasil e até mesmo alguns de outros países. A distribuição das cervejas por categoria ocorreu da seguinte forma:
  • American Brown Ale: 32
  • Estilo Livre: 27
  • Traditional Bock: 19
  • Witbier: 22
Neste ano eu tive a honra de ser convidado para participar do evento como membro da equipe de jurados e somente posso agradecer a toda a turma da Acerva Carioca (organização do evento), principalmete o Mauro Nogueira e a Tatiana, pela oportunidade. Por sinal a lista de jurados era bem extensa e contava com profissionais de todos os setores ligados ao mundo da cerveja: mestres cervejeiros, beer someliers, proprietários de microcervejarias, cervejeiros caseiros, jornalistas, cervejólogos, blogueiros e entusiastas da cerveja. Eu participei julgando as categorias definidas (Bock, Brown Ale e Wit). Estas foram julgadas no prédio do Centro Cultural Carioca. No Sábado foi realizada uma triagem das cervejas. Eu participei julgando as cervejas do Estilo American Brown Ale. No Domingo foi realizada a grande finalíssima. Como todos os jurados foram trocados de categoria, na final fiquei com as Witbiers. O Julgamento da categoria Estilo Livre ocorreu no Lapa Café somente no Sábado com uma equipe diferente de jurados.

Momentos de descontração antes do início do evento. Da esquerda para direita: Eduardo Passarelli (Edu Recomenda), Kátia Jorge (antiga mestre cervejeira da Devassa e atual da Gattopardo), Marco Falcone (Falke Bier), Leo Oliveira (BeerTaste - de boné preto), Afonso Landini (A Turma - Cerveja Artesanal), Rodrigo Campos (eu mesmo! Do Para Que VoCerveja!) e Paulo Feijão (Obiercevando).

Palestra inicial de Paulo Schiaveto sobre os três estilos que seriam julgados no Centro de Cultura Carioca.

Equipe de jurados trabalhando concentados.

Mais imagens do julgamento. Na fotos temos Paulo Schiaveto, Ronaldo Morado (Larousse da Cerveja), Ricardo (Cerveja Buller de Buenos Aires), Marcelo Carneiro (Cervejaria Colorado), Fabiana Arreguy (Programa Pão e Cerveja Rádio CBN), Alexandre Bamberg (Cervejaria Bamberg), Marcelo Moss (um dos criadores da Baden Baden) e o pessoal da Cooperativa Agraria (Alexander e Wilmar).

No primeiro plano, Ricardo Sangion (Brejas) e Luiz Flávio (Frei Tuck Slow Beer).

Leonardo Ferrari (mestre cervejeiro da Antares da Argentina), José Felipe (Wäls) e Ronaldo Falcone (Falke Bier).

Evandro Zanini (mestre cervejeiro) e Ubiratan Sennes (Revista Beer Life).

Mais imagens do julgamento.


As cervejas avaliadas.

O resultado foi divulgado em uma grande festa com 1000 pessoas na Quadra da Escola de Samba Estácio de Sá. Colocarei fotos da festa em outro post. Os vencedores em todas as categorias são os seguintes:

Traditional Bock
Colocação Nome da Cerveja Autor Cidade Estado Código
1 Profana Volúpia Cristiam Nazareno Oliveira Rocha Juiz de Fora MG 73821
2 Bock 68 Eduardo Manetta São Paulo SP 53466
3 Tonera Bock Raphael Calage Tonera Florianópolis SC 53719
4 Leonardo Botto Leonardo Botto Rio de Janeiro RJ 03676
5 Duvessa Bock Luciano Filippetto / Nicolai Polleto Porto Alegre RS 63372
6 Desbockada João Veiga Rio de Janeiro RJ 33373






American Brown Ale
Colocação Nome da Cerveja Autor Cidade Estado Código
1 Brunette Carlos Câmara Rio de Janeiro RJ 23733
2 Brown Ale de Rafael Oliveira Rafael Augusto do Carmo Oliveira Rio de Janeiro RJ 83674
3 Cacellos Brown Ale Carlo Marcello de Oliveira Siqueira Rio de Janeiro RJ 03683
4 Morena Lúcifer Rafael Patricio Mob Bier Coronel Fabriciano MG 14218
5 Vinil James Brown Ale Sex Machine Daniel Martins Pinheiro Belo Horizonte MG 83732
6 Jambreiro Bâdil Humberto Ribeiro Mendes Neto Nova Lima MG 83808






Witbier
Colocação Nome da Cerveja Autor Cidade Estado Código
1 HoeGlück José Augusto Silveira Junior Belo Horizonte MG 43650
2 Catopê Reynaldo Araujo Bastos Junior Montes Claros MG 53704
3 Mata Branca Luiz Antonio Cravo da Costa Salvador BA 73596
4 Wit Linx Luis Antonio Teixeira Ribeirão Preto SP 13446
5 Tonera WitBier Raphael Calage Tonera Florianópolis SC 83514
6 Dry Mexerica Diego Pinheiro Aun Belo Horizonte MG 03470






Estilo Livre

ColocaçãoNome da CervejaAutorCidadeEstadoCódigo
1Oicle - StoutElcio Martins
FlorianópolisSC73485
2Bitter PeaceMaurício Pires Augusto
Rio de JaneiroRJ
14202
3Vinil Rock Baba O'RileyDaniel Martins Pinheiro
Belo Horizonte
MG
53628
4DubbelReynaldo Araujo Bastos Junior
Montes Claros
MG53705
5KiaryRobson Sierra Sells
São Bernardo do Campo
SP
03406
6Rio São Franscisco Imperial StoutSamuel Crhistophe Cavalcanti CabralCuritiba
PR
43866

Observação: a pontuação da categoria Estilo Livre ainda está sendo revisada.
Fonte: www.acervacarioca.com.br

Gostaria de parabenizar todos os responsáveis pela organização do evento e também todos os cervejeiros que fizeram e enviaram suas cervejas, as principais estrelas do evento. Tudo foi muito bom e só posso dizer a todos que ainda não conhecem os eventos das Acervas que não deixem de ir aos próximos. Vocês não sabem o que estão perdendo!

18 Setembro 2009

Pauwel Kwak

Esta é mais uma cerveja da cervejaria Bosteels, que fabrica também as famosas Tripel Karmeliet e Deus. Em outra oportunidade já falamos sobre a história desta cervejaria e sobre a Tripel Karmeliet. Veja o post clicando aqui.

Segundo o site da cervejaria, na época de Napoleão, Pauwel Kwak era cervejeiro e dono de uma taverna, o The Hoorn em Dendermonde. Muitas carruagens paravam por lá durante todo o dia e os cocheiros não podiam entrar no local para se refrescar com uma bebida (cerveja é claro!). Pauwel Kwak teria então desenvolvido um copo com um formato que encaixasse nas carruagens, permitindo que os cocheiros pudessem tomar a sua cerveja com tranquilidade.

Copo da Pauwel Kwak com o seu suporte de madeira.

Detalhe do copo no suporte de uma carruagem.
Infelizmente não encontrei uma boa foto da carruagem inteira!

A cervejaria Bosteels preservou a história e recriou o copo para sua cerveja. Didaticamente o copo da cerveja é classificado como um Yard (jarda em português), uma unidade de medida de distância que corresponde a praticamente 1 metro. Lembra dos copos de chope em metro? Na inglaterra tem os Yard Ale, ou jarda de Ale. O copo da Pauwel Kwak somente tem medidas menos exageradas que os tradicionias Yards. O copo de vidro ainda tem um suporte de madeira, igual ao suporte das carruagens. Existem ainda versões de suporte que podem receber dois ou quatro copos da Kwak.


Pauwel Kwak - Belgian Strong Ale, Ale, 8.4%ABV, garrafa 330ml.

Cor: Âmbar escura/ cobre clara, límpida.
Espuma: Boa formação, média/baixa duração, cor bege clara.
Aroma: Malte, doce, caramelo, fenólico, picante, leve frutado (passas), algo de rum.
Paladar: Malte, doce, caramelo fenólico, picante, leve frutado (passas), álcool, rum, sensação final levemente amarga, picante e alcoólica, corpo médio.

Boa cerveja. Não é das mais complexas, na verdade possui um perfil mais leve. O sabor e o aroma remetem à muito caramelo, fenólico e picante com uma sensação alcoólica bem presente que em alguns momentos lembra um pouco algum destilado, como rum. A Pauwel Kwak é uma Belgian Strong Ale bem diferente das outras que já provei, ficando muito próxima de uma Belgian Pale Ale, só que com um teor alcoólico maior. O ritual de serviço inclui um dos copos mais interessantes e diferentes do mundo das cervejas. Na Bélgica cada cerveja tem um copo. Cada copo é mais bonito que o outro, mas na Pauwel Kwak a cervejaria Bosteels conseguiu superar todas as outras. Talvez não supere em beleza. Acho que existem outros copos mais bonitos, como por exemplo o da Tripel Karmeliet da própria Bosteels. Ele supera os outros em criatividade.

Uma surpresa no final:
Ainda não tinha visto um copo da Kwak deste tamanho!
Internet tem de tudo!

10 Setembro 2009

Gouden Carolus Cuvée van de Keizer Blauw 2008

Se degustar as cervejas belgas mais comuns já é um grande prazer imagine então a sensação que é quando temos acesso a algumas jóias saídas deste paraíso cervejeiro. Como a cerveja é parte da cultura e da tradição belgas, o lançamento de cervejas comemorativas é algo muito comum entre os produtores de cervejas do país inteiro. Cervejas de Natal, de Páscoa, de inverno e em comemoração às mais diversas ocasiões geralmente são interpretações mais complexas de cervejas já produzidas, o que as deixa marcantes e muito procuradas entre os amantes de boas cervejas.

A Gouden Carolus Cuvée van de Keizer é feita pela cervejaria Het Anker, que já foi assunto no blog em outra oportunidade onde descrevemos as cervejas mais comuns produzidas por eles. Leia o post clicando aqui. Todo ano no dia 24 de fevereiro é realizada a fabricação da Gouden Carolus Cuvée van de Keizer. Nesta data é comemorado o aniversário de Charles V, que nasceu em 1500 na cidade de Gent na região do Flandres belga e foi Rei da Espanha e Imperador do Sacro Império Romano. A tradução do nome da cerveja significa Grand Cru do Imperador, sendo que Grand Cru é uma denominação de origem controlada de vinhos da região da borgonha, sendo a mais alta classificação de um vinho. A mistura da nomeclatura de vinhos provavelmente é alusiva à qualidade da cerveja e posso dizer que não é nenhum exagero.


A Gouden Carolus Cuvée van de Keizer é uma adaptação da Gouden Carolus Classic e foi fabricada pela primeira vez no ano de 1999. Como curiosidade, a receita da cerveja recebeu pequenas mudanças com o tempo. O teor alcoólico foi aumentando com o tempo. As primeiras produções tinham 8,5% ABV até 2002, em 2003 aumentou para 10% e em 2004 aumentou para 11%. A mudança aumenta as propriedades positivas de guarda da cerveja, um dos propósitos da cervejaria para a Cuvée van de Keizer.

No ano de 2008, a cervejaria Het Anker lançou também a versão clara da cerveja do Imperador, a Gouden Carolus Cuvée van de Keizer Rood.


Gouden Carolus Cuvée van de Keizer Blauw 2008- Belgian Dark Strong Ale, Ale, 11%ABV, garrafa 750ml.

Cor: Marrom, reflexos vermelho rubi, límpida.
Espuma: Boa formação, média/baixa duração, cor bege, deixa muitas marcas pelo copo.
Aroma: Malte, doce, caramelo, toffee, torrado, frutado (ameixas), vinho do porto, fermento, álcool, fenólico, picante.
Paladar: Malte, doce, caramelo, toffee, torrado, frutado (ameixas), vinho do porto, álcool, fenólico, picante, amargor final intenso e duradouro, bom corpo.

Ótima cerveja. Extremamente complexa e potente. No início, ao sentir o aroma, até tive a impressão de que a cerveja estava um pouco tímida. Engano meu! Ela estava ligeiramente mais gelada do que devia. Com os passar dos minutos o problema foi resolvido e uma cerveja maravilhosa foi revelada. No sabor ela já se mostrava extremamente alcoólica e picante. Quando chegou na temperatura ideal pude sentir toda a complexidade dela: bem maltada, picante e fenólica, com algum frutado e a sensação alcoólica de um bom vinho do porto. Agora estou curioso para provar algumas de outras safras. Devem ser maravilhosas!